Gabriel Cardoso

 

Carta à Vossa Opressiva Liberdade. (Oh Caos!)




Por que vai o que nunca veio?

O que nunca esteve?

O quão desgraçado é o que leva algo que nunca foi nosso, que nunca esteve conosco.


Oh Caos! Eu lhe imploro. Mate-me antes que eu o faça.
Tire-me o sentido da vida, antes que eu o tenha.
Faça-me desconhecê-lo, antes que descubra sua porca inexistência.

Mas se me deixares...
Se me deixares descobrir que o sentido da vida
Ah! O sentido da vida é não tê-lo
Se me deixares descobrir...
...Se me jogares num mundo sem prazer, ou ideologias, sem valores ou apegos; Sem niilismo.
Não me dê amor.


Não me dê amor;
Não quero esperanças de um mundo melhor, mesmo que sem noção.
Não me dê à pessoa sonhada, o ser amado, seja ele quem for.
Não me dê à droga, que provocará minha dependência;
Dependência ao que mais gosta Caos...
...Dependência a vida, e o sofrimento que cá habita.


Com amor é que o homem.
É que eu.
Com amor é que me deixas mais próximo ao seu tormento.

Se me deixares descobrir o sentido da vida.
É com amor que posso provocar sua dor; Oh Caos!
Será que sofres caso eu venha a extinguir de mim sua fonte de poder?
Já não é sabido que me manipula via vida.
Será que findo seu poder sobre mim?
Será que sofres?

Eu sofro.
Talvez, somente agora.

Gabriel “Cabrial” Novais Cardoso

Em 10/6/2010 às 21:20:06

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